I Minha doce Dai, lĂĄ no fundo do meu peito ainda ouço o som das tuas risadas nos dias cheios de cor e imaginação. Naquela Ă©poca, vocĂȘ amava brincar de criar livros, rabiscava histĂłrias como quem desenha o futuro. II Sonhava com sua biblioteca particular, um mundo vasto de possibilidades, onde os mĂłveis eram castelos e o canto da casa, um abrigo seguro. Mas, minha pequena, eu vi vocĂȘ ser engolida pelo silĂȘncio. Eu vi vocĂȘ guardar no peito medos grandes demais, enquanto a vida te amargurava e deixava cicatrizes que ninguĂ©m via. Ah, como eu queria ter te protegido, nĂŁo sĂł em palavras, mas em gestos, nĂŁo sĂł com conselhos, mas com abraços fortes. III Queria ter te livrado da dor que vocĂȘ enfrentava sozinha, mas, na minha inexperiĂȘncia, fiquei imĂłvel, deixando o tempo correr como se a dor fosse passageira. Mas vocĂȘ, minha corajosa menina, mesmo pequena, nunca desistiu. Corajosa e determinada, sempre lutou, mesmo quando o caminho parecia impossĂvel. Correu atrĂĄs do que era seu, com os olhos b...
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Vidas Poetizadas
đ: Seja bem-vindo ao meu universo. Aqui, transformo sentimentos em linguagem e silĂȘncios em poesia. Escrevo sobre aquilo que transborda: as emoçÔes que queimam baixo, as saudades que moram no peito e os pensamentos que insistem em florescer no meio do caos. Entre versos e reflexĂ”es, deixo pedaços de mim espalhados nas palavras — talvez porque escrever seja a forma mais bonita que encontrei de existir. đ»









