Carta aberta para minha princesa dos cachinhos ★





I


Minha doce Dai,

lá no fundo do meu peito ainda ouço

o som das tuas risadas

nos dias cheios de cor e imaginação.


Naquela época, você amava brincar de criar livros,

rabiscava histórias

como quem desenha o futuro.


II


Sonhava com sua biblioteca particular,

um mundo vasto de possibilidades,

onde os móveis eram castelos

e o canto da casa, um abrigo seguro.


Mas, minha pequena,

eu vi você ser engolida pelo silêncio.


Eu vi você guardar no peito

medos grandes demais,

enquanto a vida te amargurava

e deixava cicatrizes que ninguém via.


Ah, como eu queria ter te protegido,

não só em palavras, mas em gestos,

não só com conselhos,

mas com abraços fortes.


III


Queria ter te livrado da dor

que você enfrentava sozinha,

mas, na minha inexperiência, fiquei imóvel,

deixando o tempo correr

como se a dor fosse passageira.


Mas você, minha corajosa menina,

mesmo pequena, nunca desistiu.


Corajosa e determinada, sempre lutou,

mesmo quando o caminho parecia impossível.

Correu atrás do que era seu,

com os olhos brilhando de sonhos

e os pés firmes na terra.


Porque você sabia, mesmo sem saber,

que o impossível não existia

para quem tem coragem.


IV


Agora, minha pequena de cachinhos,

sei que demorou uma década

para eu voltar até aqui

e te abraçar naquele quarto escuro

onde a dor parecia não acabar.


Mas agora não há mais medo.

Não há mais necessidade

de se esconder debaixo da cama.


Papai não vai mais te ferir.

Não haverá mais monstros em nossos caminhos.


O tempo e o amor me ensinaram

a proteger

e a cuidar da garotinha que,

mesmo nos piores momentos,

nunca perdeu a fé em si mesma.


Será que sentiria orgulho de quem me tornei, Dai?

Será que veria como amadureci,

como aprendi a não ser mais o silêncio,

mas a voz que te acalma e diz:

“Está tudo bem, minha linda”?


V


Eu sei que você,

com seus olhos curiosos,

sorriria ao ver que conseguimos.


Conseguimos sair da escuridão.

Conseguimos conquistar o nosso cantinho.


Eu e você, minha doce cacheada,

agora temos um lugar só nosso,

onde o amor e a liberdade moram,

e onde os sonhos de uma biblioteca particular,

de livros e histórias,

podem finalmente existir.


Então deixo você com a certeza:

mesmo em tempos de dor,

você foi e sempre será

a minha força.


Prometo que, a partir de agora,

estarei aqui para cuidar,

para proteger,

para honrar cada passo corajoso

que a menina de cachos deuI


Minha doce Dai,

lá no fundo do meu peito ainda ouço

o som das tuas risadas

nos dias cheios de cor e imaginação.


Naquela época, você amava brincar de criar livros,

rabiscava histórias

como quem desenha o futuro.


II


Sonhava com sua biblioteca particular,

um mundo vasto de possibilidades,

onde os móveis eram castelos

e o canto da casa, um abrigo seguro.


Mas, minha pequena,

eu vi você ser engolida pelo silêncio.


Eu vi você guardar no peito

medos grandes demais,

enquanto a vida te amargurava

e deixava cicatrizes que ninguém via.


Ah, como eu queria ter te protegido,

não só em palavras, mas em gestos,

não só com conselhos,

mas com abraços fortes.


III


Queria ter te livrado da dor

que você enfrentava sozinha,

mas, na minha inexperiência, fiquei imóvel,

deixando o tempo correr

como se a dor fosse passageira.


Mas você, minha corajosa menina,

mesmo pequena, nunca desistiu.


Corajosa e determinada, sempre lutou,

mesmo quando o caminho parecia impossível.

Correu atrás do que era seu,

com os olhos brilhando de sonhos

e os pés firmes na terra.


Porque você sabia, mesmo sem saber,

que o impossível não existia

para quem tem coragem.


IV


Agora, minha pequena de cachinhos,

sei que demorou uma década

para eu voltar até aqui

e te abraçar naquele quarto escuro

onde a dor parecia não acabar.


Mas agora não há mais medo.

Não há mais necessidade

de se esconder debaixo da cama.


Papai não vai mais te ferir.

Não haverá mais monstros em nossos caminhos.


O tempo e o amor me ensinaram

a proteger

e a cuidar da garotinha que,

mesmo nos piores momentos,

nunca perdeu a fé em si mesma.


Será que sentiria orgulho de quem me tornei, Dai?

Será que veria como amadureci,

como aprendi a não ser mais o silêncio,

mas a voz que te acalma e diz:

“Está tudo bem, minha linda”?


V


Eu sei que você,

com seus olhos curiosos,

sorriria ao ver que conseguimos.


Conseguimos sair da escuridão.

Conseguimos conquistar o nosso cantinho.


Eu e você, minha doce cacheada,

agora temos um lugar só nosso,

onde o amor e a liberdade moram,

e onde os sonhos de uma biblioteca particular,

de livros e histórias,

podem finalmente existir.


Então deixo você com a certeza:

mesmo em tempos de dor,

você foi e sempre será

a minha força.


Prometo que, a partir de agora,

estarei aqui para cuidar,

para proteger,

para honrar cada passo corajoso

que a menina de cachos deu

para chegar até aqui.


Com todo o meu amor,

sua versão do futuro,

que finalmente aprendeu

a te abraçar.

para chegar até aqui.


Com todo o meu amor,

sua versão do futuro,

que finalmente aprendeu

a te abraçar.




Postagens mais visitadas