A Chama Infinita da Ausência ★
I
Naquela madrugada, partiste em silêncio,
como o último sopro de uma vela que se apaga.
Não houve despedida, apenas a distância
que se estendeu entre nós,
como o manto da noite envolvendo o mundo.
Mas, de maneira inesperada, tu permaneceste
nas memórias que florescem como jardins esquecidos,
nos sorrisos que guardam ecos de alegria,
e nas confidências, agora sussurros no vento.
II
Éramos amigos,
e na tua ausência compreendi
que a lealdade é uma corrente invisível
que o tempo não quebra.
A saudade, embora melancólica, é doce,
como a sombra de uma árvore que já não existe,
mas ainda refresca com sua lembrança.
III
Na profundidade da dor, encontro traços teus que resistem,
como estrelas que brilham mesmo depois de cair do céu.
No luto, aprendi a te amar de forma silenciosa,
não pela presença tangível,
mas pela imortalidade das lembranças
que agora sustentam o que fomos,
como raízes profundas em terra fértil.
Cada passo que dou, levo nossa história comigo,
e cada conquista é uma oferenda silenciosa ao passado.
IV
Superar não é esquecer,
é caminhar com a dor transformada,
levando teu sorriso como um talismã guardado no coração.
Teu amor, mesmo à distância, ainda me envolve
como uma brisa calma que sopra em tardes serenas,
e tua amizade, imortal, é o farol que me guia
quando as ondas da saudade ameaçam me afogar.
A memória de ti é meu abrigo,
como uma chama que nunca se apaga,
e na doçura desse sentimento, descobri
que a dor se transforma em força, em luz,
e sobretudo, em gratidão.
Teu riso, teu toque, teu olhar, mesmo ausentes,
continuam a me moldar,
e ter-te vivido, mesmo que por um instante,
foi um presente eterno que nenhum adeus pode levar.


